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  • 28/09/2018
    Resíduos têxteis se transformam em novos materiais

    A sustentabilidade está em alta no mercado da moda atualmente. Trata-se de uma tendência forte, que veio para ficar, e o consumidor está atento a esse movimento, dando preferência a produtos e marcas que sigam essa orientação em suas coleções. Com isso, diversas marcas estão pensando em maneiras diferentes de produzirem seus produtos, tendo o respeito à natureza e a redução dos impactos ambientais como parte fundamental do valor agregado, desde a escolha de matérias-primas, até os processos de fabricação. A regra de ouro é reduzir o consumo e reaproveitar. Para entrar um pouco mais neste universo, no post de hoje trouxemos a história de uma colaboração pioneira entre duas importantes marcas do mercado da moda internacional, que foram capazes de transformar resíduos têxteis em novos materiais recicláveis e biodegradáveis. Vamos acompanhar?

    Colaboração pioneira

    resíduos têxteis

    A agência de inovação em moda BRIA e a marca de vestuário Sabinna uniram-se em colaboração num projeto muito interessante, voltado a dar longa vida aos materiais e, assim, diminuir o impacto causado pelo consumo dos recursos naturais na produção. Através de um método inovador de reciclagem desenvolvido por essa parceria, as roupas, e até mesmo o “lixo têxtil” dos aterros, podem ser recuperados e processados a fim de manter as fibras têxteis vivas de maneira que se transformem em novos materiais 100% celulósicos e biodegradáveis. Assim, financiadas pela EU-funded, um programa da União Europeia para o financiamento de pesquisas e inovações, as marcas produziram uma coleção cápsula que serviu para provar o conceito dos processos desenvolvidos.

     

    Como é feito o processo de reciclagem?

    resíduos têxteis

    A inovadora técnica desenvolvida é baseada em simples química orgânica, para isso, utilizando processos químicos não tóxicos. As roupas de algodão e viscose são dissolvidas em fibras de celulose que depois serão comprimidas em folhas flexíveis semelhantes a papel, papelão, plástico e mesmo madeira. Esses processos exigem o mínimo uso de produtos químicos, ou mesmo nenhum, assim reduzindo ainda mais o impacto ambiental. Além disso, ao escolher química invés da reciclagem mecânica, se utiliza menos água, gerando menos resíduos e baixas emissões de carbono. Segundo a BRIA, com o seu processo de reciclagem é possível afirmar que qualquer designer que opte em usar 100% algodão ou viscose em suas peças estará criando produtos que poderão ser sempre reciclados.

     

    A coleção criada a partir da reciclagem de resíduos têxteis

    resíduos têxteis

    As peças criadas pela parceria entre BRIA e Sabinna seguem o estilo contemporâneo, ao mesmo tempo em que são sustentáveis e limpas, apresentando jaquetas bombers, camisas, jeans, e suéteres que podem e devem ser reciclados o tempo todo. Essa ideia, aliás, não para só na criação das peças, sendo possível explorar esse conceito, aproveitando retalhos e todo o material desperdiçado ou descartado, transformando-os em embalagens, etiquetas, decoração para as lojas, entre outras infinitas aplicações que poderão acompanhar a coleção, reforçando o seu tema sustentável.

    Para usar e reusar

    resíduos têxteis

    É realmente um desafio criar coleções de moda que se utilizem da sustentabilidade muito além do apelo comercial, mas desde a fase inicial do design, até o fim da vida útil da peça. Porém, com a escolha correta dos materiais e utilizando os processos de reciclagem e reuso, é possível a matéria-prima se manter sempre viva, inesgotável. A equipe responsável pelo projeto agora está explorando parcerias com outras marcas com o objetivo de melhorar as práticas de sustentabilidade em toda a indústria.

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    Até a próxima.

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