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  • 23/08/2017
    Como funciona o processo criativo para um design de superfície

    Assemelhando-se ao design gráfico, por trabalhar com a bi dimensionalidade, o design de superfície está voltado a concepção e criação de estampas para diferentes superfícies, como papel, cerâmica e tecido.

    Todo bom projeto de design de superfície depende de uma boa ideia. E as boas ideias costumam surgir em meio a um processo criativo. O processo criativo, por sua vez, se fundamenta em três princípios, a atenção, a fuga e o movimento.

     

    Atenção

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    A atenção está relacionada à observação do problema, à compreensão do que é solicitado na criação do novo projeto. Nesta etapa são identificadas as principais características, atributos e categorias, bem como os padrões e paradigmas, além de todos os pontos aos quais, normalmente, não prestamos atenção.

     

    Fuga

    fuga

    A fuga está diretamente ligada à quebra das barreiras que limitam a imaginação. É uma fuga das ideias dominantes, dos pensamentos convencionais, das experiências passadas, das restrições, dos julgamentos e das regras.

     

    Movimento

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    Nesta etapa são exploradas as conexões entre conceitos, tecnologias e objetos. É o momento de dar asas à imaginação e gerar novas alternativas, sem perder de vista os propósitos do processo criativo.

     

    As fases de Baxter

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    Para o Dr. Mike Baxter, professor do curso de Design na Universidade de Brunel, Inglaterra, o processo criativo para um design de superfície está dividido em cinco fases, a inspiração, a preparação, a incubação, a iluminação e a verificação.

     

    Fase 1 – Inspiração

    A inspiração está sempre relacionada a um determinado tipo de problema e advém da necessidade de solucionar esse problema. Ela é o primeiro sinal, que surge na mente, para uma descoberta criativa.

     

    Fase 2 – Preparação

    A Preparação é o momento onde são acumuladas ideias, referências e conceitos, de modo a enriquecer e ampliar o repertório criativo do profissional.

     

    Fase 3 – Incubação

    A incubação refere-se ao repouso das ideias, onde todas as informações colhidas durante a preparação são processadas e assimiladas. O tempo de duração desta fase é imprevisível. No entanto, existem algumas técnicas que possibilitam acelerar este processo, como é o caso da bissociação (associação de dois princípios antagônicos por princípio) e do pensamento lateral (abertura de visão do problema).

     

    Fase 4 – Iluminação

    A partir de todas as ideias coletadas e devidamente maturadas, a mente encontra-se pronta para a fase da iluminação, onde as ideias são geradas ou expandidas, possibilitando a criação de diversas soluções para o problema inicial.

     

    Fase 5 – Verificação

    Na fase da iluminação são geradas inúmeras ideias e conceitos diferentes e, por isso, ao final do processo, a fase da verificação é fundamental. Aqui o processo criativo é avaliado, de modo a possibilitar melhorias e a ampliação da qualidade da ideia selecionada.

     

    As fases de Gomes

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    Para o Dr. Luiz Vidal Negreiros Gomes, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Escola Superior de Desenho Industrial, o processo criativo ainda conta duas fases extras, a esquentação (entre o momento de incubação e iluminação) e a elaboração (entre os momentos de iluminação e verificação).

     

    Esquentação

    Antes da iluminação, é hora de desenvolver atividades práticas relacionadas ao projeto criativo, como rabiscar e escrever, dando total liberdade à imaginação, sem julgamentos.

     

    Elaboração

    Depois da iluminação, onde surgem as melhores ideias, é preciso representá-las graficamente ou verbalmente, com o auxílio de softwares e outros aparatos tecnológicos, que possibilitem a materialização das mesmas.

    Além de todas essas fases, o processo criativo para um design de superfície ainda é influenciado pelas tendências do segmento em que atua. É um caminho permeado por pesquisas intensas, que integra diversos métodos manuais e digitais e que pode, por fim, dar forma a soluções inovadoras para os problemas propostos inicialmente.

     

    Caso tenha ficado com dúvidas ou queira fazer alguma sugestão a respeito deste tema, não hesite em deixar o seu comentário.

    Até a próxima!

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